São Francisco do Glória - SFGCAUSOS BLOG




Escrito por joão às 18h09
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ESTAMOS DE CASA NOVA

Amigos Chiconautas,

Mais uma vez vamos mudar de endereço. Passaremos agora nossa página para o Blogger devido à maior facilidade de acesso e postagem. Os recursos são melhores e de mais fácil manuseio. Não quero causar transtornos e peço a compreensão de todos. Esse blog no zipnet continuará no ar, bem como o site no uol. O mais importante é que o livro de visitas continua o mesmo. Inauguramos o novo endereço com uma pequena homenagem ao Sr. João Ricardo que foi tema de nossa postagem mais recente a respeito do telhado da Igrejinha.

Agradeço a compreensão de todos.

o Enderço é: http://chiconauta.blogspot.com/

Cliquem na imagem abaixo que é a apresentação do novo endereço:

 



Escrito por joão às 18h08
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Telhado da Igrejinha Nossa Senhora Aparecida: Obra de arte.

Não há quem não se encante ao ver a estrutura de madeira que sustenta o telhado da Igrejinha Nossa Senhora Aparecida em São Francisco do Glória, uma verdadeira obra de arte da carpintaria. O grande vão feito totalmente livre sem nenhuma coluna central, com linhas belas e criativas é realmente de se admirar. O telhado dá a sensação de flutuar desafiando a gravidade.

Devemos o telhado da igrejinha à iniciativa do saudoso Sr. João Ricardo, ex-prefeito de nossa cidade, amigo pessoal do Pe. Inácio e seu consultor de confiança para as várias obras lideradas pelo pároco franciscano dentre elas o Colégio, escadaria  e a igrejinha N. S. Aparecida.

Querendo dar à igrejinha um telhado à altura de sua importância, algo diferenciado, Sr. João ficou sabendo de uma empresa de carpintaria existente na cidade de Linhares no estado do Espírito Santo que trabalhava em projetos e execução de telhados criativamente elaborados. Convocou então o Mirim (Antônio Almir Biciate) e ambos foram até aquela cidade munidos da planta da igrejinha visitar a tal empresa. Uma vez lá receberam sugestões de modelos de telhados que ficariam bem para a configuração da igreja, sendo que o Sr. João optou pelo modelo que conhecemos, e diga-se de passagem, foi de extremo bom gosto embora desconheçamos as outras sugestões. O projetista da empresa solicitou então que o Sr. João retornasse e  fizesse a medição precisa da construção respeitando critérios que lhe foram passados detalhadamente. Após realizar as medições, Sr. João e Mirim  foram  novamente a Linhares para levar as tais medidas e acertar mais alguns detalhes.

É interessante frisar que até então não havia vindo nenhum funcionário da empresa de carpintaria em São Francisco, toda a medição foi feita pelo Sr. João Ricardo seguindo instruções que lhe foram passadas em Linhares/ES. De posse das medidas a empresa confeccionou as peças do telhado que foram entregues por eles algum tempo depois, todas já cortadas e  polidas em ponto de verniz. Estavam todas numeradas e havia um esquema de como se montar, tal qual um quebra-cabeças.  As pessoas que viram aquele monte de madeira cortada duvidaram que aquilo tudo se transformasse num telhado. Um funcionário da empresa de Linhares permaneceu acompanhando a montagem inicial orientando a colocação das peças mestras. Todo o restante do trabalho foi feito pelo  Sr. João Ricardo auxiliado por um  renomado carpinteiro de  Muriaé contratado da obra cujo nome não conseguimos levantar, o Chico Roriz, o Sílvio Mendonça que era o pedreiro principal da obra e outros ajudantes.  O telhado tomou forma aos poucos e a dúvida passou a ser o que aconteceria quando se tirasse a escora central destinada a sustentar a estrutura durante a montagem. A maioria apostava que tudo ruiria tão logo ela fosse  retirasse. Qual não foi a surpresa ao verem que na medida em que as  peças chamadas tesouras foram sendo colocadas e devidamente fixadas, automaticamente o centro do telhado foi se reforçando e levantando alguns milímetros, o que provocou a liberação espontânea da referida escora que teve somente que ser colocada de lado.

Assim foi construída essa bela obra que enche de orgulho o povo franciscano e ajuda a imortalizar a memória de pessoas queridas como Pe. Inácio e o  Sr. João Ricardo.

Conta-se que  outro conhecido carpinteiro franciscano assistiu toda a montagem do telhado e ficou encantado. Resolveu então construir algo parecido em Barroso, distrito de Carangola, mas nessa obra ao se retirar a escora central o telhado veio abaixo provocando inclusive algumas lesões no carpinteiro felizmente nada grave. O que será que aconteceu? Pequenos detalhes de engenharia e técnica que passam despercebidos, mas que são fundamentais para o conjunto e a segurança da obra. Realmente não é para qualquer um.

Hoje em dia os técnicos, engenheiros e arquitetos trabalham munidos de computadores com programas apropriados que criam imagens tri-dimensionais que mostram o projeto pronto na tela permitindo ensaios de resistência, verificar-se estética e fazer correções precisas. Naquela época não existia todo esse recurso, o que torna mais interessante e admirável uma obra como essa.

A seguir imagens da Igrejinha N. S. Aparecida com destaque para o telhado fotografias de Marcelo Azevedo.

O Centro do telhado com uma especie de coluna suspena.

 

O centro do telhado novamente

Nos cantos os detalhes combinando.

Detalhe do canto esquerdo

Imagem aproximada mostra a engenhosidade do telhado.

O interior com o altar ao fundo.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida

Imgem externa da Igrejinha de Nossa Senhora Aparecida feita em dia chuvoso.

É com satisfação que verificamos que a Igrejinha está muito bem conservada e cuidada. Parabéns ao Padre José de Fátima e aos paroquianos por esse carinho com essa igreja tão cara às nossa memórias. No tempo do Padre Inácio era muito agradável assistir às missas aos domingos às 10:30 horas. Agredecemos aos amigos Sílvio Mendonça, Mirim e Marcelo pelas valorasa contribuições para essa matéria.



Escrito por joão às 11h27
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TAMBORES DO PINHEIRO

Ao publicar as fotos do Paulinho, Raimundo e Zeca tocando percussão no Rancho, não pude deixar de me lembrar de um texto publicado aqui no SFGcausos que vale à pena recordar:

Tambores dos Pinheiros 12/02/2004

 Heloisa Azevedo Costa

 O som dos tambores inicia forte depois torna-se triste e ressoa quase surdo. Depois  volta a agitar-se, a ter mais vida. Novamente a melancolia que se prolonga pelo início da noite e vai sumindo. As pessoas se acostumam, não mais o percebem, mas ele está lá noite adentro:  o som dos Pinheiros.  E na tarde seguinte volta vigoroso.

No final das tardes mais quentes, quase ao anoitecer, era comum que se reunisse lá pra cima da casa do senhor  Zé Augusto a turma  do Tião Dornelas, sobrinhos, cunhados e concunhados. Junto deles estavam os Leopoldo, os “Rumanos”  e outros seus meio-parentes. De seus tambores não saíam as músicas que normalmente eram tocadas nas apresentações da banda de música na qual muitos participavam. Tocavam algo só deles e que os unia naquele batuque melancólico.  Era um  som peculiar, meio de banzo, esse som dos Pinheiros. 

O som que tenho em mente  às vezes  me parece inverossímil, mas era o que se escutava quando se reuniam os grupos de famílias negras que moravam no alto da rua dos Pinheiros. Talvez  herança de seus ancestrais africanos, espécie de memória coletiva. Como nunca registrei som parecido, eu o denominei  som dos Pinheiros. Estamos em meados da década de 50. Na cidade a luz elétrica é recente, a lamparina ainda é predominante nas pequenas casas lá dos Pinheiros. Não existe televisão e as tardes são próprias para longas conversas que se estendem até o escurecer. Nos poucos botequins, a quase exclusividade masculina  de um gole de cachaça para esperar a hora de dormir.

A denominação de  “Pinheiro” (rua dos Pinheiros), segundo alguns, era devido à presença de inúmeros pinheiros que existiram no local. Outros, com justificativa mais à mão,  defendiam que o nome era porque naquela rua morava o senhor Pedro Pinheiro. Era  uma longa rua que tinha de tudo: retas, curvas, ponte, subidas, descidas e bifurcações.

Iniciava-se  na praça, ao lado do então prédio da Prefeitura. As residências da parte reta da rua eram antigas, maiores e com grandes quintais. Ali moravam representantes das famílias tradicionais na localidade.Não tinha calçamento, as casas não eram identificados por números e a largura da rua era mais ou menos uniforme até a altura da primeira curva, depois da propriedade do senhor Antonio Cassimiro, comerciante de café.  Estreitava-se junto a casinha branca do Zé Andreza e  após a casa do Pedro Pinheiro dividia-se em duas. A partir daí era o que comumente chamavam de “lá nos pinheiros”.

A parte de cima com as casebres junto á rua e quintais grandes  da subida da fazenda do senhor  Chico Nicolau. Do lado de baixo, após as casas de Manoel Marcolino e dos Guimarães, que anteriormente fora do Jonas Dentista, as casinhas de barro que davam em um largo em frente a casa amarela do Tião Dornelas. Após grande curva vinha a casa da dona Maria  Reis, a venda do Estandislau e o pequeno sítio do sr. Izael  Borges, depois do senhor Torres. A partir da pequena ponte, de ambos os lados, só um amontoado de casebres de sapé.

Mas o que caracterizava mesmo  o “ Pinheiro” era a sua gente mais humilde. Lá moravam as lavadeiras, que tinham no quintal do Raimundo “Sacrifício” e dona Bilica o seu local de trabalho. Ali a água da bica  corria dia e noite. Elas se revezavam para pegar a água e de cócoras, ou com as bacias sobre suportes de madeira,  esfregavam as roupas conversando. E umas ajudavam as outras. Era como uma lavanderia comunitária e de mutirão.

Lá nos Pinheiros também moravam as empregadas domésticas, todas aparentadas entre si. Havia a Geraldina  que trabalhava na Dona Odete do João Caetano, a Conceição do Zé Augusto que era lavadeira da dona  Ruth, da Totônia Azevedo, da Maria do Carmo do Italiano e de outras senhoras mais.Da Tereza do Zé Augusto diziam que  por muitos anos trabalhara com a Carmélia Pedrosa Reis e a Maria da Maína que fora empregada na dona Rita do  Paulo Pedrosa  e depois com a dona Dininha do Tião Mercadinho. E havia a dona Nenê, mulher do Tião Dornelas,  que depois virou cantineira do Grupo Escolar. Havia a Maria Baiana que trabalhava no Hotel Nacif, na Bicuíba, e sua filha Denê, que morou anos com Dona Geralda do Sô Quito. Havia a dona Carmelita, irmã do Tião Dornelas, da qual diziam passar roupas muito bem.   

Lá nos Pinheiros morava a família da dona Matilde: a “Fia” do Chico Bão, a Aparecida, a Antonia. Havia a Bastiana e o Zé  Rumano,  hilários naquele humor movido a pinga. Havia o Sô Candinho; “aqui Sô Candinho” dizia a meninada e ele fazia de conta que corria atrás. Havia a Maria Carrinha e o Balanceia que a demência e a cachaça os  tornavam  pilhéria para a meninada. Ao final,  após  a casa da dona Lucinda, vinham as  chácaras e as fantasias que despertavam. Na do  João Gabriel as frutas e especialmente  o limão-doce que ele vendia pela cidade. Na da Niversina e de sua irmã  Maria era o mistério daquelas quase ermitãs mulheres negras. 

Em condições de sobrevivência bem inferiores às outras famílias da cidade, os  moradores  “lá dos Pinheiros” perpetuavam a saga de seus ancestrais e repetiam a  trajetória de outros cidadãos negros Brasil afora: analfabetismo, pobreza, condições precárias de moradia, doenças,  alcoolismo e trabalho pouco valorizado.  E hoje,  será diferente?  Será que ainda tocam  tambores?

 



Escrito por joão às 22h54
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DEPENANDO FRANGO E OUTRAS DO JOAQUIM

Tem coisas que somente acontecem em São Chico. Ainda bem que a alegria e irreverência são nossa marca registrada. A nova agora é o Joaquim da Dona Nenem depenando um frango em tempo recorde sendo  a nova sensação do youtube.

Devido a algum problema não estou conseguindo incorporar o vídeo aqui no SFGcausos, mas coloco o link bastando voces clicarem na imagem para assistirem diretamente no site youtube:

Depois de fritar o frango e comê-lo acompanhado de algunas pingas, o Joaquim brinda os amigos com uma interpretação de "Imagine" de John Lenom. É hilário!

Quem nos enviam essas pérolas são: o Batista do Bahia e o Sávio do Batista do Bahia.

 



Escrito por joão às 14h22
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FOTOS INÉDITAS PARA RECORDAR

Amigos Chiconautas,

Recebemos algumas fotografias antigas enviadas pelo amigo Chiconauta Marcelo Azevedo, e pelo visto são do acervo do Paulinho do Sacrifício, ou Paulinho do Posto. São momentos marcantes que estão na lembrança da maioria de nós na casa dos "enta" (acima de quarenta anos de idade)

O Conjunto Shalon que tocava na igreja e fez vários bailes na cidade e região como "Os Nômades" e "Musical Chama". Na foto acima do baterista Paulinho, o tecladista Paulão e o guitarrista Zé Biciate.

Mais uma vez o conjunto tocando na igreja, e para os mais jovens saberem que um dia o Zezinho teve cabelo.

Os tradicionais percursionista do Pinheiro: Paulinho, Raimundo e Zeca tocando no carnaval no Rancho Alegre.

Essa é nota 10. Vários conhecidos e alguns deconhecidos para mim. Identifico na foto: Paulinho, Zeza, Ina do Italiano, Toninho do Italiano e Vânia do Valdir. A menina da ponta creio ser a Aguinar, e a que está ao lado do Paulinho estou na dúvida se é a Catarina do Tião. O bigodudo não faço a menor idéia. Aquardo mainifestações dos Chiconautas a respeito.



Escrito por joão às 14h04
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AINDA O ENCONTRO DO JACARÉ

Pessoal, a seguir dois pequenos clips de dois momentos marcantes no encontro do Jacaré dia primeiro de janeiro.

 

 

Nesse clip o lance que garantiu ao Nicolau o titulo de "Bola Murcha" do encontro, mantendo assim o título na familia Mendonça, uma vez que no primeiro encontro o Vandir foi o vencedor.

 

Belo lance do Cleber, filho do Marcelo mostrando que a nova geração pode salvar a pátria.

Carteirinhas dos ex-atletas



Escrito por joão às 16h25
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ENCONTRO JACARÉ

SEGUNDO ENCONTRO DO JACARÉ

Como previsto aconteceu nesse sábado, primeiro dia de 2011 o segundo encontro do Esporte Clube Jacaré, reunindo componentes do antigo time de futebol da cidade, bem como amigos e simpatizantes. Foi uma festa muito legal com boa organização reunindo mais de 70 pessoas. Pela manhã com uma pequena trégua da chuva, aconteceu a já tradicional pelada no Estádio Municipal. Em seguida fomos todos para o pesque & pague da Rua dos Pinheiros, um local belo e aconchegante onde nos aguardava um churrasco e claro, cerveja à vontade. A seguir alguma imagens da festa, não todas, mas apenas uma demonstração da animação que reinou no encontro.

No pesque-pague a galera assiste ao clip do encontro anterior.

A grata presença dos amigos Fábio e Bertoldo, ex-integrantes do Jacaré moradores de São Bento. Amizade e carinho ao Jacaré que permanecem.

Batista, o principal incentivador e organizador do encontro, Marcelo que mais uma vez veio participar e registrar tudo com suas lentes, e Marquinho do Almeida.

Destaque nessa imagem para o mascote inflável, e no último quadro Tico com o amigo Eureka, ex-integrante do Jacaré residente em Carangola.

No último quadro Ivani e Marcelo Altino, uma das zoações do dia pelo olé que o primeiro aplicou no segundo.

1- a antiga bandeira do Jaca 2- Arlec entrando em campo já com ar de cansado. 3- O pesque-pague, boa opção de lazer na cidade e 4- Cecé de olho no lance.

 

Os organizadores agradecem a participação de todos e já traçam planos para a próxima festa. Algumas ausências sentidas, como sempre, mas ja avançamos com relação ao anterior. O próximo será ainda melhor. Até lá se Deus quiser e Feliz 2011  a todos.




Escrito por joão às 11h45
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FELIZ NATAL

Agradecemos ao amigo Jônatas pelo grande carinho que tem com todos os franciscanos e com esse site. Retribuimos os votos e pegamos carona desejando a todos os amigos Feliz Natal e Próspero Ano Novo.



Escrito por joão às 12h55
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ENCONTRO JACARÉ

Amigos chiconautas, jacarenses e simpatizantes,

Segue o novo cartaz do nosso segundo encontro agora com patrocínio oficial (chique) e o modelo da camisa comemorativa que vem no kit. Vamos comparecer e confraternizar.



Escrito por joão às 09h12
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DIVERSÃO NA PRAÇA

Antigamente muitas pessoas se reuniam na praça São Francisco de Assis para assistirem televisão no aparelho ali instalado sob uma torre com placas publicitárias luminosas. Naquela época ter televisão em casa era considerado um luxo para boa parte da população franciscana. Com o tempo e o aumento do poder aquisitivo o hábito foi deixado de lado.

Esse costume foi revitalizado de uns tempos pra cá, motivado pela paixão por futebol. É que foi instalada uma antena de TV paga incluindo o pacote de transmissão do campeonato brasileiro e estaduais. Assim os torcedores vão para a praça assistirem aos jogos que não passam nos canais abertos. Segundo o Leno que é responsável por ligar o aparelho, e feita uma votação rápida e a maioria decide em qual jogo sintonizar o aparelho. Evidentemente a disputa maior é entre flamenguistas e vascaínos.


Mais uma medida foi tomada no sentido de garantir a diversão dos apaixonados pelo futebol: foi construída uma cobertura de acrílico para proteger os torcedores da chuva. (vide fotos abaixo)

E divertido ver a animação torcida sempre dividida: uma parte a favor e outra contra. Oportunamente publicaremos fotografias da praça num momento de jogo.



Escrito por joão às 22h27
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SEGUNDO ENCONTRO DO JACARÉ

ATENÇÃO: OBSERVEM A NOVA DATA LIMITE PARA AQUISIÇÃO DA CAMISA



Escrito por joão às 10h09
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Ministério de Leitor

Amigos,

Com alegria recebemos o convite envidado pelo Marlone Pedrosa, filho do casal Vera e José Pedrosa que é seminarista em Caratinga desde 2004. Em dezembro Marlone e Allan (filho de Vandinha e Paulo Edson), dois franciscanos serão ordenados no Ministério de Leitor, cumprindo assim uma das etapas para se tornarem sarcedotes. Certamente os pais, assim como todos os franciscanos ficam felizes e orgulhosos por esse feito tão importante. Desejamos que esses queridos conterrâneos sejam abençoados e realizados na vocação que abraçaram. Que recebam os nossos parabéns e nossas preces.

Marlone é um chiconauta assíduo, além de colaborador de nosso blog. Obrigado pelo envio do convite!

 



Escrito por joão às 10h33
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Amigos Chiconautas,

Estive no arquivo municipal aqui em Muriaé a fim de fazer uma pesquisa para um projeto que estou desenvolvendo. Tive acesso a arquivos de jornais e publicações antigas, e para minha surpresa deparei-em com uma publicação realizada em Miradouro com data de 22 de maio de 1974. Com o título de "Anuário Histórico de MIradouro", a referida publicação enfoca além de Miradouro, cidades vizinhas dentre elas São Francisco do Glória. Fotografei as páginas e publica a seguir a título de curiosidade. Creio que haja algumas divergências quanto à história que conhecemos como por exemplo o nome São Francisco das Estrelas, em vez de São Franciscos das Esteiras.

 

Na matéria sobre Vieiras, consta a fotografia do Sr. Italiano



Escrito por joão às 16h29
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DESFILE DE CARRO DE BOI

No dia 10 de outubro, domingo, aconteceu o desfile de carros de boi em São Francisco do Glória, sendo essa a 14ª edição. O fim de semana prolongado favoreceu para que vários franciscanos ausentes comparecessem. Participaram do desfile 49 carros de boi que encheram as ruas da cidade com o tradicional "chiado".

Linha de frente do desfile

 

Direto da capital Beozonte, Jonemile Ferreira trouxe seu belo cavalo e participou do desfile.

 

Uma grata supresa, o grande amigo Ailton Shirley, filho do Misto e irmão do Afonso Silas. Há muitos anos não me encontrava com esse parceiro de bagunças na Escola da Comunidade Domingos Laviola. O tempo passa e a gente nem percebe, Shirley já um tanto grisálho é pai da bela adolescente Amanda que posa a seu lado na foto. Um grande abraço amigo, foi uma grande alegria revê-lo.

Outros amigos de fora que reencontrei: Renato do Zé Pequeno, Josino Bering (Zil) e Beto do Jair Biciate.

Nova pagina 1

Lembranças do Carro de boi

Na minha infância na década de 70, o carro de boi era ainda largamente utilizado para transporte de mercadorias. Não se passava um dia em que não circulasse pela Rua Azarias Varela onde eu morava vários carros de boi. A meninada ouvia de longe o barulho e os gritos do carreiro e corria para a rua. Os carros passavam transportando longas varas de bambu que eram arrastadas pelo chão, e as crianças corriam e montavam no bambu se segurando e pegando carona. Era emocionante! Eram carros grandes com várias juntas de boi que tinham nomes interessantes. Muitos bois eram bravos e faziam sucesso nas touradas que também eram comuns naquela época. O boi Retrato do Bebé ficou famoso e a noite em que se apresentava na tourada era casa cheia na certa. Curioso a sina desses animais que trabalhavam a valer puxando os carros e os arados e à noite divertia a população nas touradas. Muitas vezes a gente acompanhava os carros até na saibreira. Na descida algumas juntas eram passadas para trás para funcionar como freio do carro. Eram os bois de coice.

Certo dia, criados soltos como éramos avistamos um carro de boi que havia tombado no pasto lá para os lados da pocilga do Valdir. Começamos a gritar e rir do azar do carreiro que estava muito mal humorado tentando endireitar o carro. Ele então gritou para nós: “porque em vez de ficar ai abusando, vocês não vem me ajudar, cambada de moleques”? Suas palavras mexeram com a gente, fomos até lá e ajudamos o carreiro. Era um carro pequeno, com apenas uma junta, e o carreiro chamado Tião levava capim para o curral. Ficamos amigos e várias vezes acompanhamos seu trabalho e passeamos de carro de boi com ele. Era um camarada simples, muito humilde e gostava de nossa companhia.

 

Chora Peroba

Meu pai, de saudosa memória adorava carros de boi. Seu pai, meu avô, fora fabricante de carros em Santa Margarida. Juquita na sua adolescência tinha um carro em que trabalhava transportando milho, porcos, tijolos e outras mercadorias. Contava com entusiasmo histórias de um boi chamado Cupido que era excelente, segundo ele só faltava falar. Cupido era briguento, e certa vez desafiou um carneiro no alto de uma pedreira onde saiu derrotado e caiu despenhadeiro abaixo, morrendo e deixando o jovem Juquita entristecido. Poucos dias antes ele havia enjeitado uma boa oferta pelo animal que era cobiçado por muitos.

Meu pai sempre disse que o charme do carro de boi é o cantado da roda. Contava que certa ocasião havia um Coronel lá pelas bandas de Manhuaçú  que tinha um belo carro puxado por juntas escolhidas a dedo. O carro e o plantel de bois eram o orgulho do vaidoso coronel. Ele adentrava à cidade na praça principal aos domingos depois da missa e fazia um verdadeiro desfile, postando-se imponentemente na cabeça do carro com um grande chapéu de couro, brandindo a guiada com estilo e gritando os bois chamando cada um pelos nomes exóticos. De vez em quando gritava: “chora peroba”. O desfile proporcionado pelo coronel era esperado e se constituía numa atração nos finais de semana. Certa vez porém, um empregado seu que havia sido humilhado por ele em público decidiu se vingar do vaidoso patrão. O carro estava posicionado para iniciar o desfile assim que a missa terminasse  e a praça se enchesse de assistentes. O empregado revoltado aproveitou-se de um momento em que o coronel entrou numa venda com amigos para tomar uma pinguinha, esgueirou-se por debaixo do carro com um recipiente contendo óleo queimado, e lubrificou o cocão do carro abundantemente. Quando a rua se encheu, o Coronel subiu no carro com o peito estufado, estando já o ajudante posicionado na dianteira, endireitou o chapéu, estufou o peito e deu os comandos gritando orgulhoso. Quando o carro se posicionou e começou a se mover ele gritou: “chora peroba”. E a peroba não chorou, muito pelo contrário, o carro passou silencioso como uma charrete. A platéia rachava de rir e o coronel ficou vermelho de vergonha e de ódio já querendo estrangular o maldito que fizera aquilo. O empregado de longe morria de rir, mas já estava com a malinha nas costas para dali mesmo ganhar o mundo e não voltar mais nunquinha, porque não era besta de parar na reta do coronel que ele conhecia muito bem.  



Escrito por joão às 11h46
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